Saudade daqueles tempos em que brincar era a minha prioridade,
saudade de tempos que eu não tinha tantas responsabilidades e obrigações.
Saudade de amigos que marcaram minha vida,
de brincadeiras e festas.
Saudade de poder comer tudo o que eu quisesse e não me importar se sou gorda ou magra,
de sair correndo para um lado e para o outro sem que tivessem vergonha de mim,
de poder ficar até tarde na rua sem perigo algum,
de jogar taco, andar de patins, jogar bola no balãozinho.
Saudade da galera da rua,
dos namoros de criança.
Saudade de ser criança.
Saudade do primeiro dia de aula,
saudade da primeira palavra, do primeiro passo, que me levaram onde estou agora.
Saudade de subir nas árvores e ficar observando a paisagem,
de me ralar inteira e no dia seguinte continuar a fazer isso.
Saudade dos dias que eu era uma criança inocente,
e poder sonhar com tudo o que quisesse sem me preocupar com os problemas de hoje em dia
saudade de ficar até altas horas conversando ou até mesmo jogando truco
de churrascos que passaram e até mesmo de correr na chuva
saudade das brisas que tive e das noites de lua cheia
saudade de gritar bem alto quando der vontade e até de morrer de rir.
saudade do começo desse ano
saudade do carnaval, das férias de julho e até de ontem.
É, essa saudade só mostra que tudo o que eu fiz e vivi até hoje valeu a pena
cada sorriso, cada lágrima, cada olhar, tudo.
mas não é porque passou que não é bom lembrar,
que não é bom se emocionar com tudo que aprendi e vivi.
Nunca esquecerei
de cada minuto
de cada amigo
de cada abraço sincero
de cada olhar, cada palavra.
[Mariana de Campos/2007]